Glossário

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Este glossário segue em constante atualização.

A

Adobe (Adobe, Adobe) – Tijolo de argila crua, com secagem natural ao sol, sendo comum misturar  palha na massa tornando-a assim mais resistente. Modelada em uma forma de madeira chamada adobeira, o que padroniza os tijolos facilitando sua aplicação no processo construtivo. Usada desde construções indígenas primitivas e atualmente sendo resgatada como técnica construtiva sustentável, pois prioriza a utilização de matéria prima local e não emite carbono em seu processo de produção que em geral acontece em pequena escala.

Água (Agua, Water) – É um mineral em estado liquido (óxido de hidrogênio) essencial para o processo cerâmico, assim como o ar, o fogo e a terra. Necessária tanto para a composição e modelagem da massa cerâmica quanto da barbotina, engobes e vidrados. A água marinha é imprópria para o uso na cerâmica pois o excesso de sódio e magnésio interferem nos cristais de argila, a água de reservas subterrâneas naturais (águas duras), possuem quantidades consideráveis de cálcio e também não deve ser utilizada. A mais recomendável é a água destilada, de chuva ou potável, onde a pequena presença de cloro não interfere no processo. É preciso considerar que na cerâmica existem três tipos de água: a física, a orgânica e a química. A primeira água confere maleabilidade à argila e evapora-se na secagem natural da peça quando atinge o ponto de osso. A segunda composta por materiais orgânicos, vestígios de folhas, raízes, etc, evapora-se aproximadamente em 300ºC. E a terceira água é eliminada mais precisamente a 560ºC, quando a água química sai da estrutura molecular, provocando um rearranjo na estrutura do corpo da massa. A partir desse estágio, fica impossível reverter o processo que confere dureza ao material cerâmico.

Alcalino (alcalino, alkali ) – Vidrado atóxico, indicado especialmente para coberturas em objetos utilitários. Considera-se um vidrado alcalino os que são feitos a base de sódio, lítio, potássio, rubídio, césio e frâncio, os quais correspondem aos elementos do grupo 1 da tabela periódica. Os esmaltes alcalinos são característicos pelas cores, texturas e opacidade.

Almofariz (Mortero, Mortar) – Vasilha, geralmente de porcelana, no formato de tigela para triturar materiais sólidos com o auxílio de um pistilo.

Argila (Arcilla, Clay) – Barro, material natural, de textura terrosa, matéria-prima básica da cerâmica. É essencialmente um silicato de alumínio hidratado, que pode conter ainda ferro, magnésio, titânio, sódio, potássio e outros elementos minerais que não são argilominerais (quartzo, mica, pirita, hematita etc.), matéria orgânica e outras impurezas. A argila é resultante da decomposição de rochas feldspáticas e rochas ígneas que existem na crosta terrestre. Quando secas, são duras e de aspecto terroso, mas, hidratada, torna-se plástica e possibilita a modelagem. Esse comportamento de dureza e plasticidade é devido à quantidade de água que se tem na massa. Esta é a principal característica da argila, sendo que sua transformação permanentemente dura se faz através da elevação da temperatura, mais precisamente em 560ºC, quando se forma a cristobalita.

B

Barbotina (Barbotina, Slip) – Argila em estado líquido e de consistência cremosa. Emprega-se na confecção de peças em moldes de gesso.

Barbotina (Barbotina, Slurry) – É utilizada para a colagem de partes de argila ainda úmida, em ponto de couro. Cada modelagem deve ter a sua barbotina para colagem, com a mesma argila da massa, para não misturar as cores das argilas e ter o mesmo coeficiente de retração na queima.

Bentonita (bentonita, bentonite) – Trata-se de um tipo de argila de partículas muito pequenas o que lhe confere uma alta capacidade de absorção de água e consequentemente alta plasticidade. Sua origem geológica advém de cinzas e rochas vulcânicas, em uma visão ampliada apresenta cristal irregular o que a difere das demais argilas. Devido as suas características dificilmente são utilizadas puras na modelagem. Geralmente usa-se na correção de argilas menos plásticas.

Biscoito (Bizcocho, Biscuit) – Peça de cerâmica que foi queimada, mas ainda não vitrificada.

Queima de biscoito (Cocción de bizcocho) – Nome dado à primeira queima da massa cerâmica, onde a transformação da argila acontece a partir de 560ºC. A queima deve ser lenta, até aproximadamente 400ºC, devido à queima de matéria orgânica e expulsão de gases; caso contrário, há risco de explosão na superfície do corpo cerâmico. Normalmente, a queima de biscoito é finalizada entre 800ºC e 1000ºC, dependendo do tipo de massa cerâmica.

Bolhas (Burbujas, Bubbles) – Com a elevação da temperatura na primeira queima, a pressão do ar aumenta, fazendo com que a bolha de ar, presa no meio da massa, estoure, com o aumento da pressão.

Brunir (bruñir, burnishing) – Esfregar um objeto liso sobre a superfície da argila em ponto de couro a fim de criar aspecto de polimento, podendo usar uma pedra lisa, semente ou vidro arredondado. Deve-se evitar objetos metálicos pois estes, podem manchar interferindo na cor da argila. Esta técnica é presente principalmente na cerâmica indígena.

C

Cerâmica (Ceramica, Ceramic) – Palavra de origem grega, keramiké de argila (tékhne), ou seja, arte de se fabricar objetos de argila, já que kéramos significa barro. A cerâmica compreende toda a arte e técnica da fabricação de objetos feitos em argila como matéria-prima, que passa pelo processo da queima.

Cerâmica utilitária (Utilitarian pottery) – Cerâmica de valor utilitarista, louça de uso doméstico.

Chamote (chamota, grog) – Grãos cerâmicos obtidos a partir de peças biscoitadas trituradas e agregadas à massa. Usado para reduzir o coeficiente de retração da massa cerâmica e aumentar a resistência no processo de modelagem e durante a queima por reduzir seu coeficiente de retração.

Cinzas (cenizas, ashes)- Finas partículas resultante da combustão de elementos orgânicos. Rica em sílica, potássio e alumínio podendo ser empregada na composição de algumas massas cerâmicas sendo incorporada a argila. Quando proveniente de madeira, folhas ou palha é utilizada na composição de vidrados de alta temperatura agindo como um fundente.

Cones pirométricos

Cones pirométricos

Cones pirométricos (Conos pirometricos, Pirometric cones) – Aferidores de temperatura de alta precisão. São feitos com materiais cerâmicos preparados para que ele incline sua ponta na base onde está fixado numa temperatura específica. Geralmente, os cones são posicionados na altura do visor do forno.

 

Colódio (Colodión, Collodion) – No latim, collodium, e kollodés, em grego. Solução viscosa de piroxilina em uma mistura de álcool e éter, ou às vezes em algum outro solvente, como, por exemplo, a acetona. Usado na confecção do decalque como cobertura da imagem no papel gomado, forma uma película protetora que possibilitará a transferência da imagem para a superfície cerâmica.

Corante ou pigmento mineral (Pigmentos cerámicos, Mineral pigment or dye) – São combinados de óxidos metálicos e sais complexos, que são processados industrialmente, com a finalidade de se colorir massas e vidrados. Esse composto tem como vantagem a estabilidade tanto da sua cor quanto da sua fusibilidade, garantindo, assim, que o resultado sempre corresponda ao padrão estabelecido, desde que usado nas condições adequadas das faixas de temperatura. Existem corantes para os dois tipos de faixas de temperatura: para baixa temperatura, entre 900ºC e 1000ºC, e alta temperatura, entre 1200ºC e 1280ºC.

D

Defloculação (desfloculacion, deflocculation) – Suspensão das partículas da barbotina ou do esmalte por ação físico-quimica, sendo o silicato de sódio usado como principal defloculante, aumentando a fluidez e diminuindo a viscosidade da emulsão.

Desbastar (desbastar, thinning) – Retirar excessos utilizando o desbastador a fim ocar, de modelar  ou dar acabamento em uma peça, podendo essa estar em ponto de couro (quase seca) ou fresca.

Dilatação (dilatación, dilation ) – Aumento de volume do material cerâmico, podendo ser a pasta e\ou o esmalte, em função da elevação da temperatura durante o processo de queima. Geralmente é um processo reversível após o esfriamento da peça. Essa caraterística comum no processo cerâmico obriga que tanto a queima quanto o esfriamento da peça sejam lentos, evitando a dilatação ou retração brusca o que poderia causar frestas ou craquelados na superfície cerâmica.

Diluente (diluyente, diluent) – É um veiculo líquido, com densidade e secagem variável de acordo com a intenção, usado para preparação e aplicação de pigmentos ou lustres (Ver lustre). Os diluentes mais comuns na cerâmica são: óleo de copaíba, óleo de pinus, óleo de cravo, CMC, goma arábica e calda de água e açúcar.

Dolomita (dolomita,dolomite) – Extraída de rochas de origem calcária por isso, sua cor branca. É um mineral composto principalmente de carbonato de cálcio e magnésio, tendo sua principal característica a dureza, a resistência e refratariedade. Tem ponto de fusão a 2300ºc. Quando agregada à argila, aumenta o ponto de fusão da massa, agindo como material refratário. Nos esmaltes confere característica típica mate.

Dureza (dureza, toughness) – É a relação de resistência de um material tendo como referência outro  que colocado em atrito permite ou não a interferência física em sua superfície. Trata-se de uma característica muito importante na classificação e uso dos minerais, podendo ser classificados segundo a Escala de Mohs, unidade de medida que afere a dureza de um mineral, variando entre 1 e 10, sendo 1 menor dureza como o talco e 10 o de maior dureza como o diamante. Na cerâmica interfere-se  na dureza através da faixa de temperatura na queima, que, quanto mais elevada, mais resistente se torna a peça.

E

Engobe (engobe,slip) – É uma emulsão de argila, água e óxidos ou corantes minerais que possibilita colorir, texturizar ou envernizar a superfície cerâmica, deve apresentar consistência cremosa fina (iorgute). Para melhor aplicação, a peça deve estar crua e úmida no entanto também aplica-se em peças já biscoitadas, para tal deve-se agregar algum fundente para melhor fixá-lo. A aplicação pode ser feita com pincel de cerdas volumosas e macias, por imersão, rolagem ou pulverização. No processo de aplicação é possível interferir com técnicas variadas como incrustação (ver mishima), sgrafitto, que consiste em desenhar|riscar sobre o engobe seco aplicado na peça ou usar mascaras de papel ou fita adesiva, resguardando áreas da cerâmica.  Todo engobe é uma barbotina colorida, mas nem toda barbotina é um engobe.

Escorrimento (escorrentía, running ) – Resultado do excesso de matéria vítrea que se desloca em função da lei gravitacional durante a queima. Quando em estado incandescente o esmalte se torna líquido e pode se deslocar, caso seja previsível é aconselhável aplicar uma “cama” de caulim o que evita que a peça venha a colar na placa refratária ou base do forno.

Esfriamento (esfriamento, cooling) – Processo de perda de calor que ocorre após a queima. Durante a queima deve se considerar que a peça sofre dilatação (ver dilatação) e durante o esfriamento ela se contrai naturalmente, sendo necessário controlar seu esfriamento de maneira lenta e natural para que não ocorra trincas ou craquelados no vidrado, a menos que seja desejável.

Esgrafito (esgrafiado, engravings) – Técnica de  decoração primitiva na cerâmica que consiste em riscar\desenhar sobre o engobe antes da queima de modo a criar contraste através das cores e variações de relevo entre o engobe e a massa cerâmica. (ver definição em apostila de massas coloridas)

Esmalte (esmalte, enamel ceramic) – Também chamado de vidrado ou glazura, trata-se de uma emulsão de materiais insolúveis muito finos em suspensão aquosa que aplicados sobre a cerâmica biscoitada (ver biscoito) e sobre elevada temperatura funde-se, tornando-se liquido, ao esfriar confere a peça cerâmica uma camada vítrea. Todo esmalte é composto basicamente de três elementos sendo uma parte de sílica, um fundente podendo ser feldspato ou oxido de potássio e oxido de alumínio que funciona como um estabilizante e dá viscosidade à emulsão. Os esmaltes podem ter cores variadas de acordo com a adição de óxidos corantes, geralmente de origem mineral. Podem ser aplicados por imersão, banho, com pincel ou compressor.

Esponjado (esponjado, to sponge) – Processo de finalização durante a etapa de modelagem de um trabalho cerâmico, ocorre ainda sobre a argila fresca e consiste em alisar a peça com uma esponja umedecida com  agua. Recomenda-se trocar a água e lavar a esponja ao trocar de peça para evitar contaminações entre diferentes argilas.

F

Faiança (faenza, faience) – Cerâmica de baixa temperatura coberta com esmalte alcalino branco de estanho, termo francês para designar cerâmica de baixa temperatura.

Feldspato (feldespato, feldspar) – Termo de origem alemã, que significa “rocha que não contem minério”. É o silicato em maior quantidade na crosta terrestre. Sua composição possui proporções variadas de silicato de potássio, sódio, cálcio, lítio, silicato de alumínio e ocasionalmente bário e césio. Em baixa temperatura se comporta como refratário, reduzindo o encolhimento da massa e acima de 1200°C é o principal fundente. O feldspato potássico e o feldspato sódico são os mais utilizados em formulações de massas cerâmicas e de vidrados. O sódico abaixa o ponto de fusão das massas cerâmicas e dos vidrados, provocando, também, leve alteração na coloração dos vidrados.

Frita (frita, ) – Também chamados de CMF (composto moído de frita). Trata-se de uma composição vítrea que foi misturada, queimada, resfriada e triturada. Encontra-se no mercado em pó ou hidratada, dispersa em água. São utilizadas como vidrados que conferem cores variadas de acordo com suas composições. Sua maior vantagem está no fato de que geralmente são produzidas em processo industrial, com queimas elevadas o que neutraliza óxidos tóxicos como o chumbo. Sua diluição e aplicação na peça requer certo treino pois excessos ou escassez geram resultados indesejáveis como bolhas ou falhas. Podem ser aplicados por imersão, banho, com pincel ou compressor.

Fundentes (Fundentes, Fluxes) – Óxidos indispensáveis na formulação dos esmaltes. Baixam o ponto de fusão de materiais refratários, como a sílica, que é de 1713ºC, e a alumina. Exceto o óxido de chumbo, os demais óxidos fundentes funcionam associados com outros da mesma natureza. Cada fundente atua numa determinada faixa de temperatura. Principais fundentes: óxido de sódio, de chumbo, de potássio, de lítio, de cálcio, de zinco, de magnésio, de bário, de boro, de bismuto, de estrôncio.

Frotagem (Pencil rubbings) – A técnica da frotagem na cerâmica consiste em comprimir um relevo ou uma textura sobre a superfície da argila, que deve estar em ponto de couro úmido. Deve-se comprimir o material escolhido com espátula ou rolo, pressionando até que apareça o relevo ou a textura na superfície da argila. Na técnica da frotagem, o processo é direto, diferente da gravura, que é um processo invertido, com o espelhamento da imagem.

G

Goma arábica (Goma arábiga, Gum arabic) – Goma vegetal extraída de certas espécies de acácias da Arabia, Norte da Africa e Senegal. Usada como veiculo e fixador na preparação de esmaltes e pigmentos sobre peças cruas ou queimadas. De tom amarelado, é uma das gomas vegetais mais usadas devido as suas características como solubilidade em água, não deixa resíduos após a queima nem interferência nos esmaltes ou engobes.  Também possui ação defloculante. Devido seu alto custo tem sido  substituída pelo CMC.

Grés (Gres, Stoneware) – Massa de alta temperatura e de grande dureza, também conhecida como cerâmica pedra, ideal para esculturas de grande dimensões. Em sua composição não entram argilas tão brancas ou puras como na porcelana, o que apresenta possibilidades de coloração avermelhada, branca, cinza, preto etc. Depois de queimadas, são impermeáveis, vitrificadas e opacas. A temperatura de queima fica na faixa entre 1150°C e 1300°C.

M

Massa cerâmica (Pasta cerámica, Ceramic paste) – É uma composição de argilominerais plásticos, antiplásticos e fundentes, que, misturados são chamados de massas ou pastas cerâmicas. Os antiplásticos reduzem o encolhimento das argilas quando secam, enquanto os fundentes abaixam o ponto de fusão. As massas cerâmicas podem ser classificadas, de maneira geral, em dois grupos: no primeiro, as porosas (não vitrificadas), e as vitrificadas. São compostas por diferentes argilas e outros materiais cerâmicos.

Mishima (mishima, mishima) – Palavra japonesa que significa incrustação. Técnica decorativa japonesa que consiste em sulcar desenhos na peça em ponto de couro e em seguida aplica-se barbotina colorida, podendo usar mais de uma cor sobre os entalhes, após seco raspa-se retirando os excessos. Os desenhos ficam incrustados na peca que após a queima revela seus contrastes e cores.

Modelagem (Moldeado, Molding) – Método utilizado na conformação de peças cerâmicas. São três os principais métodos utilizados: a modelagem manual, o torno e a conformação em moldes de gesso.

Modelo (Modelo, Model) – Refere-se à matriz, à forma original, que pode ser de argila ou outro material, da qual se copia ou se faz um molde de gesso (no caso da cópia em cerâmica).

Moldagem (Moldear, Moulding) – Trabalhar ou confeccionar moldes de gesso.

Molde de gesso (Molde de yeso, Plaster cast) – Forma que permite a reprodução de uma peça cerâmica em série. Pode ser composta em uma única peça ou por partes (tacelos). É o negativo de uma peça. A argila pode ser utilizada pressionada no molde ou vertida fluida (barbotina).

Múltiplos (Multiple, Multiple) – Cópias executadas através de uma matriz, com o intuito de serem reproduzidos em série, podendo ser modificadas ou não.

O

Ocagem – (Ahuecar)É uma das técnicas de construção cerâmica, das mais antigas. Consiste na ação de escavar a peça de argila maciça com o uso de ferramentas como o desbastador, extraindo a massa de seu interior. É um processo necessário em peças em geral escultóricas ou com massa espessa para impedir que a mesma exploda durante a queima, pela formação e acumulo de gases em seu interior.

OG (Over glaze) – Sigla em inglês do termo over glaze, que significa sobre esmalte. O OG é um vidrado cerâmico, cujo ponto de fusão é de 700ºC a 850ºC, utilizado na decoração sobre a superfície cerâmica já vitrificada. Sua aplicação em peças vitrificadas se faz na diluição de um veículo oleoso.

P

Pasta (pasta cerâmica, ceramic paste) –Ver massa cerâmica.

Pirômetro (pirómetro, pyrometer) – Palavra de origem grega onde pyro significa fogo e metros, medida-medição. O termo foi cunhado para descrever esse equipamento tipo termômetro, que é utilizado para aferir a temperatura dentro do forno durante o processo da queima. Recomenda-se que esteja bem calibrado e bem posicionado para uma medição precisa o que é essencial para uma queima mais precisa e de bom resultado.

Ponto de couro (Dureza de cueroLeather hard) – Estágio no processo de secagem em que a massa da modelagem está úmida, porém ainda apresenta alguma maleabilidade, como um couro, quase rígido. Pode-se falar também em ponto de couro macio ou duro, isso irá depender da umidade da peça.

Ponto de fusão (Fusion, Fusion) – Quando o esmalte atinge seu ponto de maturação na queima.

Ponto de osso (Dureza de secado, Point of bone) – Estado em que a modelagem em argila está completamente seca. Neste ponto, não são mais possíveis quaisquer modificações e alterações. É o momento em que a peça está mais frágil, e o manuseio deve ser cuidadoso, para evitar quebras. Duro como osso, porém fácil de fraturar.

Porcelana (Porcelana, Porcelain) – Cerâmica de alta temperatura, com queima entre 1230oC e 1300oC, produzida com argilas brancas, tendo como base de 30% a 65% de caulim; de 20% a 40% de feldspato; e de 15% a 25% de quartzo. Caracteriza-se pela coloração branca, densa e vítrea e por sua espessura fina e dura.

Porcelana de ossos (Bone China) – Pasta dura, branca e fina, cuja principal característica é a translucidez. Composta basicamente de ossos calcinados (fosfato de cálcio), que atua como fundente. Na sua composição entram, aproximadamente, 50% de ossos calcinados, 25% de feldspato e 25% de caulim. A temperatura para queima está entre 1200ºC e 1250°C.

Processo serigráfico (Serigraph process) – É um processo de impressão também conhecido como silk-screen, no qual a tinta é vazada pela pressão de um rodo ou puxador através de uma tela preparada. A tela, também conhecida como matriz serigráfica, normalmente é de tecido de poliéster ou de nylon, que é esticada em um bastidor de madeira, alumínio ou aço. Primeiramente, a imagem é passada para um papel vegetal ou acetato. A gravação da tela se dá pelo processo de fotossensibilidade, em que a tela, preparada com uma emulsão fotossensível, é colocada sobre a imagem na transparência, e ambos colocados, por sua vez, sobre uma mesa de luz. Os pontos escuros da imagem corresponderão aos locais que ficarão vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do tecido. Já os pontos claros onde a luz passará pela transparência, atingindo a emulsão, serão impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão fotossensível que foi exposta à luz. Através da trama aberta, transfere-se a imagem para a superfície cerâmica de forma padronizada. As tramas das malhas variam entre as mais abertas, no 40, e as mais fechadas, de no 120.

R

Refratário (Refractario, Refractory) – Material com ponto de fusão elevado.

T

Terracota (terracota, earthnware) – Significa argila cozida. Conhecida como “barro” ou argila vermelha, de alta plasticidade é a mais facilmenrte encontrada entre todas as argilas, portanto usada largamente na produção em escala de utilitários ou elementos construtivos como cerâmica de revestimento, telhas, tijolos, manilhas e outros. Queimada em baixa temperatura, variando entre 700ºC a 1000ºC, tem característica porosa e apresenta tons que variam de amarelados, rosados a vermelhos, resultado da concentração de óxido de ferro.

U

UG (Under glaze) – Sigla em inglês para under glaze, que significa baixo vidrado. Corantes minerais, por vezes combinados com fundente. É utilizado na decoração da superfície cerâmica, aplicado diretamente sobre o biscoito. Depois, recebe uma aplicação de vidrado transparente por cima.

V

Vidrado ou Esmalte de vitrificação (Esmalte, Glaze) – O termo esmalte também é muito empregado como sinônimo, apesar de não ser aceito em indústrias. É formado basicamente de elementos fundentes, refratários e corantes combinados, tendo como componente principal a sílica ou o vidro. O vidrado é uma suspensão aguada de materiais insolúveis misturados, muito finos, que se aplica nos corpos cerâmicos para formar uma cobertura. Quando esses materiais são levados a determinadas temperaturas, fundem-se, formando uma composição líquida que, quando é resfriada, recobre o objeto cerâmico numa camada vítrea.

Vitrificação (Vitrificación, Vitrification) – Acontece na queima, quando a temperatura atinge o ponto de fusão do esmalte. A superfície da peça fica lisa, impermeável e não porosa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Referencias Eletronicas

http://www.ufrgs.br/lacad/glossario.html